Cabinda conta com um aeroporto internacional

A província de Cabinda vai contar nos próximos tempos com um novo aeroporto (agora internacional), a ser construído entre as localidades do Dinge e Malembo, Norte da cidade, disse o governador Marcos Alexandre Nhunga.

Em declarações ao programa institucional “Tudo Claro”, emitido por uma rádio local e promovido pelo Gabinete de Comunicação Social do Governo da província, destacou que o futuro aeroporto internacional vai custar aos cofres do Estado cerca de 250 milhões de dólares e as obras de construção das infra-estruturas aeroportuárias terão início tão logo se concluam os estudos técnicos para se determinar qual dos dois locais será possível a materialização.
“Seguir-se-á a elaboração do projecto que está a ser feito por técnicos do Ministério dos Transportes, que já estiveram na província para os devidos levantamentos”, acrescentou.
No entanto, Marcos Nhunga não avançou quando o projecto sairá do papel para a execução prática, embora tenha assegurado que “dentro de três ou quatro meses o projecto estará concluído e, depois da sua apresentação ao Executivo, ao governo de Cabinda e à população local, poderá arrancar”.
Referiu que, enquanto as obras de construção do novo aeroporto internacional de Cabinda não arrancarem, o Governo local está a reabilitar o actual Maria Mambo Café. Segundo Marcos Nhunga, tudo no interesse de conferir melhores condições de acomodação aos passageiros e aos funcionários, além da segurança das aeronaves.
Nesse particular, destacou os trabalhos em curso de vedação do recinto aeroportuário e de protecção da pista de aterrissagem dos aviões. “O aeroporto doméstico está a ser remodelado para que possa garantir a máxima segurança dos voos e das pessoas, enquanto o Governo estiver a fazer o aeroporto internacional”, disse, reiterando que tão logo se conclua o projecto do futuro aeroporto internacional de Cabinda será apresentado à população.
Marcos Nhunga actualizou também os dados da refinaria de Cabinda, que vai produzir 30 mil barris de petróleo/dia. “Este projecto tem duas fases. A primeira fase termina em Junho ou Julho e visa produzir 30 mil barris. Cabinda tem problemas de combustíveis e a sua concretização vai ser uma mais-valia para a região”, sublinhou.
Quanto ao projecto de Quebra-Mar, o governador disse que já está a 84 por cento da execução física e que em Abril ou Maio estará concluído. “Daqui a mais três, quatro, cinco meses teremos o Quebra-Mar concluído a nível da província de Cabinda. E a nossa previsão é que entre Abril e Maio possamos terminar com o projecto de Quebra-Mar, que vai facilitar a vida das populações, fazendo com que barcos de grande porte possam atracar na pontecais da cidade de Cabinda”, explicou.
Sobre o Terminal de Águas Profundas do Caio, que ganhou nova dinâmica nos últimos tempos, disse que “está a ir muito bem”, acrescentando que é um projecto que vai levar mais dois ou três anos. “Por isso, vamos concentrar os esforços nesses projectos do Terminal Marítimo de Passageiros no Quebra-Mar e da dragagem para facilitar a atracagem dos ferry-boats e de catamarãs, porque estes vão criar um impacto muito imediato a nível das populações”, reiterou.

PIIM
No que toca aos projectos inseridos no Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), destacou os 140 projectos ligados ao investimento. Destes, 71 estão inseridos no PIIM, 56 de execução local e 15 de subordinação central. Dos projectos de execução local, o governador referiu que mais de 50 por cento já foram adjudicados, estando as obras a decorrer de forma satisfatória.
Quanto aos projectos de subordinação central que se encontravam paralisados, Marcos Nhunga informou que muitos já estão em execução, faltando apenas o reinício das obras de construção da segunda fase do Campus Universitário de Cabinda, para breve, “depois de o Tribunal de Contas ter dado anuência”.

Fonte: Jornal de Angola

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