Mbanza Kongo comemora ascensão a Património Mundial

A histórica cidade de Mbanza Kongo, capital da província do Zaire, comemora, hoje sexta-feira, o quinto aniversário desde que foi classificada como Património Mundial da Humanidade.

O feito, foi alcançado a 8 de Julho de 2017, na sequência da realização da 41ª sessão da Comissão de Património Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), na cidade de Cracóvia, república da Polónia.

Entre os monumentos e sítios históricos que concorreram para a inscrição do centro histórico de Mbanza Kongo, destacam-se o Kulumbimbi (antiga Sé Catedral), a casa do secretário do rei, o cemitério dos reis do antigo Reino do Kongo e o Tadi dia Bukikua (antigo palácio real).

Constam ainda dos atributos, a árvore secular Yala Nkuwu e o túmulo da Dona Mpolo (mãe do rei Dom Afonso I, enterrada com vida por desobediência às leis da corte).

Cumprimento das recomendações da UNESCO

Apesar da pandemia da Covid-19 que continua a assolar o mundo e que de certo modo inviabiliza a implementação de vários projectos, parte considerável das recomendações da UNESCO para Mbanza Kongo, foi executada pelo Executivo angolano.

Das acções já executadas, a directora provincial do Zaire da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos, Nzuzi Makiese, mencionou a remoção das antenas metálicas das operadoras de telecomunicações do centro histórico e a conclusão do regulamento urbano para Mbanza Kongo.

Destacou, ainda, o funcionamento do sistema de gestão transversal, o lançamento do roteiro turístico da cidade, assim como a apresentação em Dezembro de 2020, ao Comité de Património Mundial da UNESCO, do relatório sobre o cumprimento das recomendações.   

“Por cumprir está a retirada do aeroporto de Mbanza Kongo do centro da cidade. É do vosso conhecimento que Já foi lançada a primeira pedra para a construção de um novo aeroporto, na localidade de Nkiende II. Portanto, estamos a caminhar bem”, assinalou.

Referiu-se, também, à recomendação que tem a ver com o incentivo e a colaboração com outros países que integravam o antigo Reino do Kongo para a pesquisa e a identificação de eventuais potenciais lugares históricos para no futuro serem inscritos na lista de Património Mundial da Humanidade.

“Essa recomendação ainda não foi cumprida, por que há necessidade da deslocação de uma delegação angolana para esses países que faziam parte do antigo Reino do Kongo. Refiro-me dos países como a RDC, Congo e Gabão”, precisou.

Entretanto, a responsável desdramatizou as declarações de algumas correntes que afirmam que a UNESCO pode retirar o estatuto de Património Mundial a Mbanza Kongo, por alegado incumprimento das recomendações por parte das autoridades angolanas.

ANGOP

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