Mais regulação das seguradoras no mercado de capitais

A necessidade de se regular melhor as actividades das empresas de segurança e fundos de pensões no país, para facilitar a sua participação activa nos negócios de capitais, foi defendida, esta quarta-feira, pela presidente da Comissão do Mercado de Capitais (CMC), Maria Uini Baptista.

A posição foi apresentada na abertura do I fórum de Mercados de Capitais e o Sector de Seguros e Fundos de Pensões, tendo referido que a pretensão é que se tornem os maiores dinamizadores deste segmento do sistema financeiro, por serem investidores institucionais.

Assim, disse a responsável, foram adoptadas algumas medidas de incentivo e mobilização dos investimentos, destacando-se a redução do capital social das seguradoras e a retirada dos limites inferiores para investimento, cujo valor não revelou. 

Segundo Maria Baptista, os investidores institucionais são os que investem em nome de um grupo de interessados e diferem dos demais, na classe de activos sob sua gestão, no volume de negociação, nas metas, estratégias e prazos definidos para os seus investimentos.

Desta forma, até o primeiro semestre de 2022, os montantes negociados por investidores institucionais em instrumentos da dívida rondaram os 360 mil milhões de kwanzas, sendo que as empresas de seguros e fundos de pensões representaram apenas 4 por centos do total, o que julga ser pouco.

“Penso ser pertinente a realização deste fórum com objectivo de identificar as principais tendências e os desafios enfrentados por este grupo de investidores”, afirmou.

Na sua óptica, as empresas que operam no sector de seguros e fundos de pensões procuram investimentos de longo-prazo e têm posições estáveis nos activos que investem, o que reduz a volatilidade nos mercados de capitais, contribuindo para a melhoria dos processos de descoberta de preços.

Dai que esta classe de investidores exige garantia de condições equitativas para o acesso à regulação e supervisão que promova o funcionamento apropriado do mercado de capitais e a estabilidade do sistema financeiro.

Por sua vez, a directora do Gabinete de Desenvolvimento de Mercados da Comissao de Mercados de Capitais (CMC), Ludmila Dange, referiu que a sua instituiçao é a entidade que acaba por dinamizar o mercado por via de direcionamento das poupanças que têm para as empresas que participam nesse mercado.

“Queremos encontrar soluções para que se possa ter uma participação mais activa e afectiva das seguradores, fundos de pensões e instituições de providência social nos mercados de capitais, por serem instituições que irão dinamizar o mercado”, disse.

O fórum pretende ainda promover o debate entre os diferentes actores do sector segurador e do mercado de capitais, visando identificar empresas de seguros e fundos de pensões que possam actuar com soluções para os desafios que enfrentam neste importante segmento do sistema financeiro.

Participaram no fórum de Mercados de Capitais, Sector de Seguros e Fundos de Pensões, representantes da Inspecção e Supervisão da ARSEG, BODIVA, ENSA E DA Fénix-Fundo de Pensões.

Fonte: ANGOP

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